No blog da semana veremos o artigo escrito por Ulrich Homann da Microsoft, que trata sobre a fundamentação orientada a negócios para orientação de serviços. O autor mostra que esta fundamentação é uma peça importante que falta no quebra-cabeça da implementação de serviços na web, um modo de derivar os requisitos de negócio e relacioná-los com as construções orientadas a serviços de um modo formalizado, repetitível e inovador.
Em geral não há uma relação bem definida entre os métodos usados para descrever ou modelar requisitos de negócios e sua eventual implementação técnica. Nesse contexto o autor propõe que um modelo adequado deve, em adição à representação de atividades, suportar tanto a interdependência dos negócios como a autonomia dos serviços que os suportam. Para isso, propõe-se a concepção de negócio como sendo um conjunto de capacidades que irão descrever o que o negócio faz e o nível de performance esperado.
As técnicas existentes de aprimoramento de negócios focadas em melhoria de processos têm obtido progresso em atender as necessidades atuais dos desafios de negócios. Entretanto, focando primeiramente na visão de “Como” o trabalho é feito gera premissas sobr o “O que” é realizado. As soluções então são limitadas a aprimorar os mecanismos e não desafiando as premissas fundamentais do trabalho. Esse é o modo que a maioria das pessoas utilizam na tentativa de resolver problemas atualmente. Para aprimorar isso, serão necessárias premissas e perguntas diferentes.
Um modelo de capacidades consegue extrair da análise dos problemas aquilo que é mais estável e consequentemente oferecer soluções duradouras e de maior longividade, pois estão mapeando aquilo que o negócio faz e não como ele é feito atualmente. Essa perspectiva oferece um maior ROI para as empresas, pois soluções duradouras eliminam novos investimentos em buscar novas soluções.
A proposta é modelar os negócios como uma rede estruturada de capacidades, diferente das redes fisicamente integradas da atualidade. Isso endereça a rica interconexão entre os diferentes aspectos que podem ser intercalados desde o começo ao invés de serem adicionados como algo custoso após tudo feito.
A importância da proposta está em localizar os elementos estáveis do negócio para modelar a sua arquitetura ao redor e prover uma camada crítica que esteja alinhada com a orientação a serviço. Desta forma, a orientação por serviço fornece a estrutura compartimentalizada, mas conectada, para implementar as capacidades de modo que a TI alcança os requisitos atuais do negócio e provê negócios verdadeiramente ágeis.
Fonte: http://msdn2.microsoft.com/en-us/architecture/aa479368.aspx
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
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