O baixo acoplamento entre tecnologias é algo necessário e comum nas tecnologias atuais, no entanto, nos negócios e processos empresariais essa abordagem vem sendo adotada, principalmente por empresas que se estendem em nível global. Diferentemente dos modelos de processos conhecidos e em uso na maioria das empresas que prevêem o forte acoplamento e dependência entre as partes.
Os processos em uso são suportados por tecnologias amarradas fisicamente e, por isso, acabam também sendo processos amarrados fisicamente. As novas companhias que utilizam tecnologias com baixo acoplamento tendem a agregar maior valor aos produtos e clientes mobilizando um alto número de parceiros de negócio especializados. Nesse cenário, os CIO’s são aliados dos executivos seniores no entendimento e implementação das mudanças resultantes da transição entre o baixo e o forte acoplamento.
O baixo acoplamento começa com uma abordagem modular do processo a ser modelado. Esse aspecto modular deve garantir baixo acoplamento em todos os níveis de aplicação da tecnologia e a garantia para se atingir isso é a capacidade de acoplar os módulos em níveis locais, regionais e globais. Uma abordagem modular para ser implementada com sucesso deve passar pela padronização de suas interfaces e nesse contexto a criação da linguagem descritiva de web services cumpre papel importante e viabiliza a divulgação das características dos serviços criados facilitando a sua utilização e combinação para gerar novos serviços agregados.
Um exemplo de empresa que atingiu baixo índice de acoplamento é a Li & Fung Co. Essa empresa é especializada em desenvolver produtos de escala global e para isso orquestra uma rede de 7.500 fornecedores ao redor do globo. A implementação desse processo de integração é possível por meio de padrões estabelecidos pela empresa e adotados pelos fornecedores. Os padrões mostram o que deve ser feito, mas cabe a cada fornecedor escolher o como fazer. Com o sucesso dessa implementação, a empresa tornou-se lucrativa e apresenta um cenário promissor para os investidores.
Nesse novo cenário de baixo acoplamento deve nascer uma relação mais forte e duradoura de confiança entre as corporações. CIO’s podem exercer naturalmente uma função de líder em ajudar as empresas na adoção e implementação das tecnologias que levam ao baixo acoplamento. Ainda participando do processo de transição, os CIO’s podem colaborar com os executivos que não são de TI a compreender os benefícios desse modelo de inovação.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
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